Mudança de vida: do mar verde-esmeralda ao interior de SP
Mudança de vida é o que define este momento, onde troco o verde-esmeralda infinito do horizonte nordestino pela vibração e pelo acolhimento do interior de São Paulo. Vinte e três anos. Não são vinte e três dias, nem meses. São quase duas décadas e meia respirando o Atlântico, com o pé na areia e a alma banhada pelo sol que, dizem por aí, nasce primeiro em João Pessoa, mas que para mim, sempre nasceu dentro do peito.
Desde aquele novembro de 2002 em Natal, quando fiz a minha primeira grande mudança de vida, até o último dia 15 de março na minha querida “Jampa” (João Pessoa), na Paraíba, eu vivi o que muitos chamam de “viver no paraíso” ou como eu brincava nas postagens: #moroondevocêpassaférias. E foi. Lá, o tempo tem outro ritmo. O mar ensina a paciência e o sal limpa qualquer cansaço. Deixei pedaços de mim em cada duna e levei comigo presentes que o dinheiro não compra — como ser madrinha da Gabriela, esse laço vitalício que minha irmã de coração, Patrícia, me confiou.
O “frio” na barriga e o calor do reencontro
Muita gente me perguntou: “Nice, você é louca? Sair desse marzão quentinho para voltar para o cinza frio de São Paulo?”. A verdade é que a decisão doeu. Doeu na despedida, no nó na garganta ao ver as malas prontas, na incerteza do novo. Mas a vida, assim como na minha profissão que eu tanto amo, é feita de ciclos, de posicionamento e, acima de tudo, de prioridades.
Eu e Marcelo decidimos juntos: é hora de voltar. Não é apenas uma alteração de CEP. É uma mudança de “fuso horário afetivo”. É estar em Jundiaí para ver minha irmã caçula toda semana. É dirigir até Presidente Prudente para abraçar minha mãe, que está prestes a completar 80 anos de uma vida inteira dedicada a nós e curtir o Jardim Esmeralda da minha irmã Dina. E o Marcelo estar a um “pulo” (ou quase isso) da família no Rio e em SP.

Do mar para o interior (e para as vinícolas!)
Se antes meu cenário eram os corais, agora meu horizonte é a força do interior paulista, com suas parreiras e seu desenvolvimento. Jundiaí me recebeu com o sabor da Rota da Uva e a história sólida da Cereser. Troquei a água de coco pelo delicioso vinho, e quer saber? O sabor da mudança de vida é maravilhoso.
Estou a poucos quilômetros da charmosa Vinhedo, de Holambra com suas flores coloridas e do charme serrano de Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão. Essas cidades vizinhas, que exalam cultura e história, agora fazem parte do meu novo “quintal”. E para quem acha que vou sentir falta de água salgada, o litoral paulista e fluminense está logo ali — em um movimento estratégico que a gente dá quando a saudade do barulho das ondas aperta. Pensou que eu abandonaria “as franjas do mar”? Mudança de vida é uma coisa, mudança de estado de espírito é outra: sou praieira com muito orgulho. Estar pertinho da capital, mas com o pé no interior e perto do litoral, é o melhor dos mundos.
O marketing da mudança de vida real
Dizem que aqui no Sudeste tudo corre mais rápido, que o mercado é mais voraz, que o marketing é mais “valorizado”. Pode até ser. Mas a Nice que desembarca em Jundiaí em 2026 traz na bagagem a calma de quem aprendeu ouvir a sabedoria do som das ondas do mar.
Trago a empatia como ferramenta principal, a alegria como diferencial competitivo e a certeza de que, não importa onde eu esteja, meu negócio é feito de gente, de afeto e de conexões reais. Mudança de vida não é mudança de estilo de vida, tampouco de caráter ou personalidade. Estou pronta para esse novo branding da minha vida. Com menos brisa, mas com muito mais abraços de domingo.
O paraíso não é um lugar. O paraíso é onde o nosso coração descansa acompanhado. E foi por isso que escolhi essa mudança de vida.

Empreendedora desde 2012, trago no olhar curiosidade; na bagagem, a experiência de quem viu o mundo analógico se transformar em digital, mergulhando nessa mudança com entusiasmo e propósito. Com duas graduações, algumas especializações, sigo aprendendo, reinventando caminhos, explorando novas rotas para conectar ideias a pessoas.
